sábado, 21 de maio de 2016

Cortando o Cordão Umbilical com seus familiares.

A família é a base principal na nossa formação. Adquirimos com ela as nossas primeiras relações sociais. Ela permeia a construção de conceitos sobre o mundo, como também, constrói a formação do eu.
O vínculo de uma família transpassa as questões genéticas, pois criamos laços com ela dos quais devem estar cercada de limites para que não transponham excessos ou faltas, tornando-as disfuncionais. 
O que seria uma família disfuncional?
É uma família que cria naturalmente diante de suas movimentações um padrão para seu funcionamento. Constroem verdades absolutas para cada individuo de seus integrantes de forma distorcida da realidade e permite que o outro faça o que não deveria fazer. Relacionam-se de forma rígida diante dessas verdades estabelecidas e não permitem que novas visões sejam criadas para reformular sua estrutura para um novo agir. Seguem ciclos repetitivos que retroalimentam essas verdades e adoecem as relações transferindo responsabilidades inexistentes ao outro.
 Podemos observar nesse modelo familiar que um encontra-se sobrecarregado de obrigações e deveres, o outro não consegue amadurecer diante das situações e aquele outro é extremamente irresponsável, seguro de que nada de errado tenha cometido.
É extremamente importante que cada um reconheça seus valores, suas ações, funções e deveres dentro do ambiente. Entender o papel que vem exercendo dentro do ambiente familiar e o que o motiva a manter-se na posição distorcida que se encontra é um passo importante para iniciar melhorias a esse contexto.
Quando essa realidade é observada inicialmente, uma boa conversa de um amigo, de alguém que vivencia outra realidade, ajuda os integrantes a saírem dessa projeção, afinal, o problema de sua família não são seus, logo, corte o cordão umbilical com ela e faça por você aquilo que mais deseja: cuide-se!Podemos citar alguns exemplos de casos específicos, como:
1. Filho mais velho que assume a posição de "chefe da casa" diante dos pais que precisam trabalhar o dia todo e deixa o filho mais velho com essa responsabilidade e, dessa maneira, o filho sente responsável na obrigação de ajudar a educar os demais irmãos;
2. Irmã(ão) que sente-se responsável por cuidar dos irmãos e já na fase adulta continua arcando com despesas financeiras do irmão (os);
3. Filha mais velha e adulta sente-se responsável por dar suporte a sua mãe. Tornando-se refém dos problemas da mãe que são normalmente o empasse para manter esse tipo de relação.